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Cresce o uso de inteligência artificial na indústria brasileira

O uso da inteligência artificial na indústria deixou de ser luxo tecnológico e passou a fazer parte do cotidiano. A IA vem se consolidando como o motor da competitividade e produtividade industrial. De acordo com a Pintec – principal pesquisa sobre inovação no setor produtivo brasileiro -, nove em cada dez empresas (90,3%) que adotaram tecnologias digitais avançadas afirmam ter aumentado sua eficiência operacional. 

Outros 89,5% registraram maior flexibilidade em seus processos administrativos e produtivos, e 85,6% perceberam melhorias no relacionamento com clientes e fornecedores. Na prática, isso significa sensores que alertam antes que uma máquina quebre, sistemas que indicam quais produtos terão mais saída na próxima semana, câmeras que detectam defeitos em milésimos de segundo. Tudo isso para que decisões importantes possam ser tomadas em tempo real e a produtividade possa ser otimizada.

Essa automação inteligente cria operações mais enxutas, resilientes e sustentáveis, que são princípios centrais da Indústria 4.0. Essa transformação já aparece nos números.

Salto de 163% no uso da inteligência artificial na indústria

A Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec 2024), do IBGE, revelou um crescimento inédito na adoção da inteligência artificial na indústria brasileira. Em apenas dois anos, o número de empresas industriais que utilizam IA saltou 163%, passando de 1.619 em 2022 para 4.261 em 2024. Hoje, 41,9% das indústrias brasileiras fazem uso de alguma solução baseada em IA,  contra 16,9% no levantamento anterior.

O estudo, conduzido em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a UFRJ, é o retrato mais atualizado do avanço da Indústria 4.0 no país. Segundo o IBGE, esse movimento reflete um amadurecimento tecnológico impulsionado por fatores como o acesso facilitado a dados, sensores conectados e o surgimento de ferramentas generativas, que tornaram a IA mais acessível e aplicável em diferentes escalas.

Flávio José Marques Peixoto, gerente de pesquisas temáticas do IBGE, relaciona parte desse crescimento à popularização de modelos generativos como o ChatGPT, lançados entre 2022 e 2023. Segundo ele uma série de outras formas de inteligência artificial ganharam espaço nas empresas industriais, como mineração de dados, reconhecimento de fala, reconhecimento de processo de imagem, geração de linguagem natural (GLN), o aprendizado de máquina (machine learning), a automatização de processos e fluxos de trabalho.

O perfil de quem está usando IA na indústria

A pesquisa mostra que o uso da inteligência artificial na indústria cresce conforme o tamanho da empresa. Entre as companhias com 500 ou mais funcionários, 57,5% já utilizam a tecnologia, um número quase 60% superior ao das empresas médias (42,5%) e grandes em relação às pequenas (36,1%). O dado revela que, embora o interesse seja generalizado, a adoção ainda é desigual, concentrada em organizações com maior capacidade de investimento.

As áreas internas que mais se beneficiam da IA são administração (87,9%), comercialização (75,2%) e desenvolvimento de produtos e processos (73,1%). Já entre os setores industriais, equipamentos eletrônicos e ópticos (72,3%), máquinas e materiais elétricos (59,3%) e produtos químicos (58%) lideram o uso de tecnologias inteligentes. No outro extremo, setores tradicionais como fumo (22,9%), couro (20,7%) e manutenção e reparação (19,2%) ainda demonstram baixa adoção.

O ecossistema digital industrial está amadurecendo

O avanço da IA se insere em um contexto mais amplo de digitalização. O IBGE constatou que 89% das empresas industriais brasileiras já utilizam pelo menos uma tecnologia digital avançada, entre elas computação em nuvem (77,2%), Internet das Coisas (50,3%), robótica (30,5%), big data (27,8%) e manufatura aditiva (20,3%).

Essas tecnologias são complementares: a nuvem viabiliza o armazenamento e processamento de dados; sensores de IoT alimentam algoritmos preditivos; robôs executam decisões automatizadas; e os gêmeos digitais simulam cenários antes que a mudança chegue ao chão de fábrica. O desafio é interligar essas camadas de forma eficiente. Apenas 5% das empresas pesquisadas usam todas as seis tecnologias de forma integrada e aí está um dos grandes gargalos da transformação digital industrial: a interoperabilidade de sistemas.

Desafios do uso da inteligência artificial na indústria

Apesar do salto no uso de IA, o IBGE alerta para grandes lacunas estruturais. Apenas 23% das empresas afirmam possuir infraestrutura de dados adequada e menos de 20% contam com profissionais especializados em IA. Isso evidencia que a tecnologia vem sendo adotada de forma desigual, com forte concentração em grandes companhias.

Outro entrave é a falta de padronização de dados e integração entre sistemas, apontada por relatórios como o da Semana Industrial Mineira (2025). A ausência de interoperabilidade reduz o potencial de escala e impede que pequenas e médias indústrias (PMIs) se beneficiem plenamente das inovações. Há também barreiras econômicas. Segundo a Pintec, 78,6% das empresas citam o custo de implementação como principal obstáculo, seguido pela escassez de profissionais capacitados (54,2%).

Ainda assim, os benefícios superam os desafios: 90% relatam ganhos de eficiência, 89,5% em flexibilidade e 76% em qualidade de produto. O desafio, portanto, é transformar esses ganhos isolados em vantagem competitiva sistêmica, ampliando o uso da IA em toda a cadeia produtiva e garantindo resultados sustentáveis.

A inteligência artificial como questão de sobrevivência

Para o analista Flávio Peixoto, do IBGE, o resultado da pesquisa é um indicativo claro: adotar IA e tecnologias digitais avançadas deixou de ser uma opção estratégica e se tornou uma questão de sobrevivência das empresas. “Mais do que buscar novos mercados, as empresas precisam garantir sua permanência nos atuais”, afirma.

A decisão de investir em IA é, em 88,6% dos casos, autônoma e estratégica, segundo a Pintec. Metade das empresas menciona a influência da concorrência e dos clientes, e apenas 9,1% conseguiram se beneficiar de programas públicos de apoio, um dado que reforça o protagonismo do setor privado na aceleração dessa agenda.

O cenário aponta para uma transição em curso: a IA como eixo estruturante da competitividade industrial no Brasil. E a consequência natural desse movimento é o surgimento de novas demandas por integração, interoperabilidade e inteligência aplicada, áreas nas quais empresas de tecnologia industrial desempenham papel crucial.

Como a IA está transformando diferentes setores

A força da IA está justamente na sua capacidade de adaptação. Cada setor industrial encontra um caminho próprio para extrair valor da tecnologia. Confira alguns exemplos apresentados na Semana Industrial Mineira (2025):

  • Indústria química: usa IA para monitorar reações químicas em tempo real, garantindo lotes mais estáveis e seguros e reduzindo o consumo de insumos. Empresas como a BASF aplicam algoritmos para prever a estabilidade de fórmulas e otimizar rendimento.
  • Setor automotivo: pioneiro na adoção da IA, aplica visão computacional para inspeção de soldas e machine learning para prever falhas em motores. Montadoras como Volkswagen e BMW reduzem recall e melhoram desempenho de veículos.
  • Indústria alimentícia: aplica IA para manter padronização de sabor, textura e cor. A Nestlé, por exemplo, ajusta receitas automaticamente com base na variação dos ingredientes.
  • Setor farmacêutico: utiliza IA para acelerar o desenvolvimento de medicamentos e aprimorar o controle de qualidade, chegando a níveis de precisão quase cirúrgicos. 
  • Energia e mineração: sensores inteligentes alertam sobre riscos estruturais em barragens e redes de transmissão, evitando falhas e acidentes. No setor elétrico, por exemplo, a IA equilibra automaticamente a distribuição de energia para evitar sobrecargas.

A visão da Pollux: IA acessível e escalável

Com quase 30 anos de trajetória e mais de mil projetos implementados nas Américas, a Pollux vive o desafio e a oportunidade de traduzir a inteligência artificial em ganhos concretos para a indústria brasileira. Para a empresa, a IA é mais do que um componente. Poderá funcionar como elo que integra tecnologias em soluções que entregam produtividade, eficiência e inteligência operacional.

“A Pollux, com sua experiência em automação, robótica e gêmeos digitais, entrega resultados como eficiência, flexibilidade e qualidade de forma acessível e personalizada aos clientes. Nosso papel é apoiar a adoção da inteligência artificial na indústria brasileira de forma prática e escalável, conectando inovação e operação no mesmo ecossistema produtivo”, afirma José Rizzo Hahn Filho, diretor da Pollux Automation.

A empresa aposta em projetos que mostram o valor tangível da IA no chão de fábrica, reduzindo o tempo de comissionamento, otimizando a manutenção e aumentando a confiabilidade de processos críticos. Esse olhar integrado e orientado ao resultado é o que diferencia a Pollux como parceira estratégica na jornada de digitalização industrial, especialmente em um momento em que o Brasil busca ampliar a produtividade e competir em escala global.

IA: da promessa à vantagem competitiva

Os números são claros: a inteligência artificial deixou de ser promessa e se tornou a engrenagem invisível que está fazendo a indústria girar mais rápido, com menos custo e menos erros. Ao automatizar tarefas repetitivas, libera tempo para decisões mais estratégicas. Ao antecipar falhas, poupa recursos e fortalece a sustentabilidade. Ao aprender continuamente com os dados, transforma cada fábrica em um organismo inteligente e adaptável.

O Brasil ainda enfrenta desafios para escalar a IA na cadeia produtiva, mas o avanço dos últimos dois anos mostra uma transição importante direcionada para o futuro da indústria, que será definido pela capacidade de conectar tecnologia, pessoas e propósito. E é nesse cenário que empresas como a Pollux se tornam essenciais: traduzindo a complexidade da IA em soluções que fazem sentido para cada cliente, em cada setor e em cada linha de produção.

Para acompanhar as transformações que estão moldando o futuro da indústria, continue lendo o nosso blog e fique por dentro das novidades.

Sobre a Pollux

Pollux Automation, fundada em 1996, é uma multinacional brasileira com mais de mil projetos de automação e Indústria 4.0 nas Américas. Entregamos soluções turnkey que integram robótica, visão, IA, gêmeos digitais, software e AMRs para aumentar produtividade e eficiência. Reconhecida por Endeavor, EY, CNI, GPTW e premiada pela Finep, a empresa tornou-se independente novamente em setembro de 2025, mantendo parceria estratégica com a Accenture.