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Pollux é sinônimo de flexibilidade e personalização na indústria brasileira

Flexibilidade não é uma tendência passageira da indústria brasileira, é uma exigência estrutural. Produzir múltiplas versões, variações e volumes em uma mesma linha faz parte da realidade de grande parte das fábricas no país. Nesse contexto, a automação deixa de ser padronizada e passa a exigir engenharia profunda, visão sistêmica e capacidade de traduzir complexidade em soluções viáveis e competitivas.

É exatamente nesse ponto que a Pollux construiu um diferencial. Nesta entrevista, Michael Miranda, diretor de Engenharia de Soluções da Pollux, compartilha sua visão sobre personalização industrial, engenharia de soluções, uso de gêmeos digitais, integração tecnológica e os caminhos para viabilizar projetos complexos com retorno real para o negócio.

Engenheiro mecânico formado pela UDESC, com base técnica construída desde o início da carreira como tecnólogo em Projetos Mecânicos, Michael soma quase duas décadas de experiência em desenvolvimento de máquinas e soluções industriais. Atuou em projetos de alta complexidade antes de ingressar na Pollux, onde foi um dos primeiros integrantes do time de criação. 

Hoje, lidera a área de Engenharia de Soluções, a pré-engenharia responsável por conceituar, estruturar tecnicamente, precificar e dar suporte às negociações ainda na fase comercial, conectando engenharia, execução e estratégia de negócio. Ao longo da conversa, Michael explica por que investir em engenharia antes da venda reduz riscos, aumenta previsibilidade e transforma automação em valor percebido, além de compartilhar sua leitura sobre o futuro da indústria, da robótica e do papel da Pollux na reindustrialização do Brasil.

Entrevista | Michael Miranda, diretor de Engenharia de Soluções da Pollux

A Pollux é reconhecida por entregar soluções de ponta a ponta. Como esse modelo se adapta às demandas crescentes de flexibilidade e personalização da indústria?

Michael – A personalização, especialmente no Brasil, não é uma novidade, ela é uma necessidade estrutural. Diferente de mercados como Estados Unidos ou Europa, onde se produz em volumes muito grandes de um mesmo produto, a indústria brasileira precisa fabricar diferentes versões em uma mesma linha para viabilizar o negócio. Isso faz com que toda automação precise nascer flexível. Aqui, uma máquina não pode ser projetada para um único produto. Ela precisa produzir variações, formatos diferentes, volumes distintos. Esse desafio nos obriga a pensar soluções mais inteligentes, versáteis e adaptáveis, e é exatamente aí que a Pollux se diferencia.

Máquinas especiais e o diferencial da Pollux

Por que a Pollux se destaca no desenvolvimento de máquinas especiais e soluções customizadas?

Michael – Porque poucas empresas conseguem lidar com esse nível de complexidade de forma consistente. Trabalhar com máquinas especiais exige um grau de engenharia muito mais alto, já que cada projeto é único. Enquanto muitas empresas buscam padronizar ao máximo seus entregáveis, a Pollux aprendeu a pensar simples para executar algo complexo. Isso gera equipamentos robustos, flexíveis e competitivos, capazes de atender múltiplos cenários produtivos sem perder desempenho.

Engenharia de soluções e pré-engenharia

Qual é o papel da engenharia de soluções na competitividade da Pollux?

Michael – A engenharia de soluções atua antes da venda. Esse é o grande diferencial. A Pollux investe fortemente em pré-engenharia, com profissionais sêniores dedicados a entender profundamente o produto e o processo do cliente. Nesta fase, conseguimos mitigar cerca de 80% a 90% dos riscos do projeto. Isso gera mais confiança técnica, mais previsibilidade e menos problemas na execução. É um investimento que muitos concorrentes evitam fazer, mas que muda completamente o resultado final.

Por que investir em engenharia antes da venda faz tanta diferença?

Michael – Porque quando o projeto chega à fase de execução, a maioria dos problemas já foi antecipada. Quando o cliente vê que conseguimos identificar gargalos, riscos e pontos críticos ainda na pré-venda, ele entende o valor do que está sendo proposto. Às vezes, nossos projetos custam mais caro inicialmente, mas entregam segurança, robustez e funcionamento real. O cliente percebe que não está comprando apenas uma máquina, mas uma solução pensada no detalhe.

Gêmeos digitais e simulação virtual

Qual é o papel dos gêmeos digitais na engenharia de soluções da Pollux?

Michael – Os gêmeos digitais são fundamentais para validar soluções antes da fabricação. Utilizamos simulações para analisar tempo de ciclo, movimentação, gargalos e viabilidade técnica. O diferencial é que fazemos isso ainda na pré-venda, algo raro no mercado. Normalmente, essa simulação acontece depois que o projeto já foi vendido e projetado. Na Pollux, ela serve para garantir que a solução vai funcionar, tanto para o cliente quanto para nós.

Além de reduzir riscos, os gêmeos digitais ajudam na competitividade do projeto?

Michael – Sim. Muitas vezes, a simulação mostra que é possível reduzir o número de robôs ou equipamentos sem comprometer o desempenho. Isso reduz custos, aumenta competitividade e ainda comprova tecnicamente para o cliente que a solução funciona. É uma ferramenta que melhora qualidade, custo e confiança ao mesmo tempo.

Tecnologias emergentes e visão de futuro

Quais tecnologias terão maior impacto nas soluções industriais nos próximos anos?

Michael – Acredito fortemente que os robôs humanoides serão a próxima grande revolução industrial. A Pollux acompanha de perto essa evolução, estudando mercado, aplicações e maturidade tecnológica. Hoje, ainda é uma tecnologia cara e pouco robusta para o uso industrial diário. Mas o investimento global é enorme, e a Pollux quer estar preparada para entrar no momento certo, com segurança e viabilidade.

Como equilibrar inovação e viabilidade técnica em projetos complexos?

Michael – Inovação, por si só, não basta. No Brasil, o retorno sobre investimento ainda é o principal fator de decisão. Por isso, o papel da engenharia de soluções é ampliar a visão do cliente sobre valor. Além de redução de mão de obra, consideramos ganhos em ergonomia, segurança, qualidade, redução de falhas e sustentabilidade. Muitas vezes, esses benefícios intangíveis são os que realmente viabilizam o projeto no longo prazo.

Integração tecnológica e desafios industriais

Quais são hoje os maiores desafios na integração de múltiplas tecnologias em um mesmo projeto?

Michael – A comunicação entre sistemas. Máquinas, robôs e equipamentos foram criados em épocas diferentes, com padrões distintos. Fazer com que tudo “converse” é um dos maiores desafios da automação moderna. Além disso, muitos projetos acontecem em fábricas antigas, os chamados brownfields, onde é preciso integrar tecnologia nova a sistemas legados, e fazer isso sem parar a produção.

Como a Pollux lida com projetos em fábricas já existentes?

Michael – A maioria dos nossos projetos acontecem em brownfields. Isso exige intervenções cirúrgicas, prazos muito bem planejados e integração cuidadosa. Em muitos casos, temos janelas curtíssimas para instalação, como paradas de fim de ano. Se não entrar funcionando, o prejuízo para o cliente é enorme. Por isso, o cronograma, os riscos e os itens críticos já são mapeados na engenharia de soluções.

Cocriação e relacionamento com o cliente

O que muda quando o projeto é cocriado com o cliente desde o início?

Michael – Tudo. A cocriação garante que a solução siga o caminho certo. O cliente conhece profundamente seu processo; nós conhecemos automação. Quando esses conhecimentos se unem, a chance de sucesso é muito maior. Além disso, o cliente se sente parte da solução. Muitos projetos são apresentados internamente como se fossem do próprio cliente e isso aumenta a adesão, a confiança e a longevidade do relacionamento.

Visão estratégica e futuro da Pollux

Como você enxerga o futuro da Pollux e da automação industrial?

Michael – A Pollux está muito consolidada entre grandes indústrias. O próximo grande movimento é ampliar a atuação junto a empresas médias em rápido crescimento, um mercado enorme e ainda pouco explorado. Além disso, apostamos fortemente em modelos de recorrência, como o Turnkey as a Service, combinando CAPEX e OPEX. Esse modelo traz previsibilidade financeira para a Pollux e flexibilidade para o cliente.

Qual é o papel da Pollux na reindustrialização do Brasil?

Michael – A automação será decisiva para a reindustrialização, especialmente nas empresas médias. São elas que crescem rápido, sofrem com falta de mão de obra e precisam ganhar produtividade. A Pollux tem método, engenharia e tecnologia para apoiar esse movimento e ajudar a indústria brasileira a se tornar mais competitiva e sustentável.

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Para acompanhar as transformações que estão moldando o futuro da indústria, continue lendo o nosso blog e fique por dentro das novidades.

Sobre a Pollux

Pollux Automation, fundada em 1996, é uma multinacional brasileira com mais de mil projetos de automação e Indústria 4.0 nas Américas. Entregamos soluções turnkey que integram robótica, visão, IA, gêmeos digitais, software e AMRs para aumentar produtividade e eficiência. Reconhecida por Endeavor, EY, CNI, GPTW e premiada pela Finep, a empresa tornou-se independente novamente em setembro de 2025, mantendo parceria estratégica com a Accenture.