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A manufatura inteligente virou prioridade estratégica, diz pesquisa

A indústria global está atravessando um momento decisivo. Mais do que tendência, a manufatura inteligente passou a ocupar o centro das decisões estratégicas das empresas, e os dados comprovam isso. Segundo a pesquisa realizada pela Deloitte no último ano, 92% dos executivos afirmam que a manufatura inteligente será o principal motor de competitividade nos próximos três anos. 

A transformação deixou de ser vista como promessa e entrou definitivamente na agenda prioritária de quem precisa produzir mais, melhor e com menos volatilidade. Mas o que explica essa mudança de rota? E quais caminhos as indústrias devem trilhar para capturar valor real?

A seguir, a Pollux destaca os principais achados do estudo e o que eles revelam sobre o futuro das fábricas.

O valor está claro: ganhos operacionais e financeiros já são percebidos

A pesquisa mostra que o setor superou a fase de experimentação. A manufatura inteligente já entrega resultados concretos:

  • +10% a +20% em produção;
  • +7% a +20% em produtividade da força de trabalho;
  • +10% a +15% de capacidade ociosa liberada.

É por isso que 49% dos executivos apontam ganhos operacionais como o maior benefício da adoção e 44% destacam benefícios financeiros. A equação é clara: visibilidade, dados e automação industrial elevam o desempenho e reduzem desperdícios.

Investimentos crescem e se concentram nos fundamentos tecnológicos

Com o valor mais evidente, os investimentos aceleram. Segundo o estudo, 78% dos fabricantes planejam destinar mais de 20% do orçamento de melhoria para iniciativas de manufatura inteligente. E 88% afirmam que os investimentos devem permanecer ou aumentar no ano seguinte.

O foco não está em tecnologias futuristas, mas nos pilares que sustentam operações inteligentes. Esses pilares sustentam a evolução da Indústria 4.0, conectando máquinas, dados e decisões em tempo real:

  • sensores ativos
  • sistemas de visão
  • hardware de automação
  • computação em nuvem e de borda
  • plataformas IIoT
  • analytics e modelos de dados unificados

A pesquisa mostra uma priorização clara: as empresas estão construindo a base que permitirá dar saltos maiores nos próximos anos.

Automação como resposta direta à escassez de talentos

A manufatura vive um descompasso entre demanda e oferta de mão de obra qualificada.

O estudo revela que:

  • 48% têm dificuldade moderada ou significativa para preencher vagas de produção e operações;
  • 46% enfrentam o mesmo cenário em planejamento e programação;
  • 35% consideram a adaptação dos trabalhadores à “fábrica do futuro” sua maior preocupação.

Nesse contexto, a automação surge como uma solução tanto para produtividade quanto para continuidade operacional. Por isso:

  • 46% das empresas colocam automação de processos como prioridade nº 1 ou nº 2 de investimento;
  • 37% priorizam automação física (robótica);
  • 24% priorizam a sincronização de fábrica.

A convergência entre falta de talentos, necessidade de eficiência e pressão por agilidade explica por que a automação se firma como alicerce das estratégias até 2027.

Dados, conectividade e governança entram em foco e moldam o caminho da transformação

O avanço da manufatura inteligente depende da capacidade de capturar, estruturar e conectar dados. O estudo mostra que:

  • 57% usam cloud e analytics;
  • 46% utilizam IIoT em escala;
  • 42% operam com 5G;
  • 45% adotam padrões de arquitetura;
  • 54% utilizam modelos de dados unificados.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com riscos:

  • 65% colocam risco operacional como preocupação nº 1 ou nº 2;
  • no ambiente OT, o risco de acesso não autorizado é citado por 55%;
  • o roubo de PI, por 47%;
  • e a interrupção operacional, por 46%.

À medida que fábricas se tornam mais conectadas, a maturidade em dados e cibersegurança deixa de ser opcional.

IA avança, mas ainda está nos primeiros estágios

A adoção de inteligência artificial avança, porém longe da maturidade:

  • 29% usam IA/ML em escopo de planta;
  • 24% utilizam IA generativa;
  • 38% conduzem pilotos de GenAI.

Mesmo assim, o estudo revela que as prioridades de investimento para os próximos 24 meses seguem direcionadas à captura e análise de dados, pré-requisitos para aplicações avançadas de IA. A mensagem é clara: o setor está preparando o terreno para que a IA entregue valor em escala.

A transformação exige pessoas, processos e lideranças engajadas

A pesquisa mostra que a jornada para manufatura inteligente não é apenas técnica. Ela envolve:

  • equipes dedicadas (52% das empresas já criaram times centrais);
  • centros de excelência (44%);
  • processos formais de comunicação e gestão da mudança (45%).
  • A liderança também se reorganiza:
  • 51% das iniciativas são lideradas pelo COO (operações),
  • 38% pelo CTO (tecnologia).

Isso evidencia o movimento de convergência entre TI e operações, um dos pilares mais relevantes da nova geração de fábricas inteligentes.

Conclusão: a manufatura inteligente deixou de ser opcional e virou estratégia de sobrevivência

A Pesquisa da Deloitte revela um setor em transição acelerada, impulsionado pela transformação digital na indústria. As empresas já comprovaram o valor da automação, da visibilidade operacional e da integração digital. Agora, investem para expandir essa base, reduzir vulnerabilidades, enfrentar o déficit de talentos e construir operações mais resilientes.

A corrida para digitalizar, automatizar e conectar fábricas não é mais sobre “inovação”. É sobre capacidade competitiva, continuidade e crescimento em um mercado pressionado por custos, volatilidade e escassez de mão de obra. Nos próximos anos, a diferença entre líderes e retardatários estará na velocidade com que cada empresa conseguirá transformar dados em decisões, pessoas em protagonistas digitais e tecnologia em resultado. 

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Sobre a Pollux

A Pollux Automation, fundada em 1996, é uma multinacional brasileira com mais de mil projetos de automação e Indústria 4.0 nas Américas. Entregamos soluções turnkey que integram robótica, visão, IA, gêmeos digitais, software e AMRs para aumentar produtividade e eficiência. Reconhecida por Endeavor, EY, CNI, GPTW e premiada pela Finep, a empresa tornou-se independente novamente em setembro de 2025, mantendo parceria estratégica com a Accenture.