Em automação industrial, a inovação só gera valor quando funciona no mundo real. É na operação que projetos complexos deixam o papel, enfrentam ambientes produtivos exigentes e passam a impactar diretamente indicadores como produtividade, qualidade, segurança e disponibilidade. Na Pollux, transformar estratégia em execução confiável é uma competência central e passa, necessariamente, pela área de Operações.
Nesta entrevista, conversamos com Wesley Treichel, diretor de Operações da Pollux, sobre os desafios de entregar projetos altamente customizados em fábricas em operação, a importância do planejamento e da gestão de riscos, o papel da integração entre áreas e como dados, conectividade e pessoas sustentam entregas industriais de alto desempenho.
Formado em Engenharia de Controle e Automação pela UniSociesc, em Joinville, Wesley construiu toda a sua trajetória profissional na cidade em que nasceu e atua na Pollux há quase duas décadas. Ao longo desse período, passou por diferentes frentes (como montagem, projetos elétricos, gestão de fábrica e gestão de projetos) acumulando uma visão profunda e prática da indústria. Hoje, lidera o time responsável por toda a execução dos projetos vendidos pela Pollux, unindo foco em eficiência, organização, desenvolvimento de pessoas e excelência na entrega.
Ao longo da conversa, Wesley mostra por que a operação é tão estratégica quanto a engenharia e a inovação e como execução, método e cultura de responsabilidade são decisivos para transformar soluções tecnológicas em resultados industriais consistentes.
Entrevista | Wesley Treichel, diretor de Operações da Pollux
Qual é o papel da área de Operações dentro da estratégia da Pollux?
Wesley – A área de Operações é responsável por transformar tudo o que foi pensado, projetado e vendido em algo que funcione de verdade no ambiente industrial do cliente. É aqui que a estratégia vira execução. Nosso papel é garantir que prazo, qualidade, custo e performance caminhem juntos, mesmo em projetos altamente complexos, customizados e com múltiplas tecnologias envolvidas.
Entregar em ambientes complexos e em operação
Grande parte dos projetos da Pollux acontece em fábricas já existentes. Quais são os principais desafios desse cenário?
Wesley – A maioria dos nossos projetos é realizada em brownfields, ou seja, fábricas em operação. Isso traz desafios enormes. Não estamos falando de instalar uma linha do zero, mas de integrar novas tecnologias a sistemas existentes, muitas vezes antigos, sem comprometer a produção. As janelas de parada são curtas, os riscos são altos e qualquer erro impacta diretamente o negócio do cliente. Por isso, planejamento detalhado, testes prévios e alinhamento entre todas as áreas são fundamentais.
Planejamento, previsibilidade e gestão de riscos
Como a Pollux garante previsibilidade em projetos tão complexos?
Wesley – A previsibilidade nasce muito antes da execução. Ela começa na engenharia de soluções, passa pelas capabilities e chega a operações com riscos já mapeados. Na execução, trabalhamos com cronogramas extremamente detalhados, identificação de caminhos críticos e planos de contingência. Nosso foco é antecipar problemas. Resolver algo antes de ir para o campo é sempre mais eficiente e menos custoso do que reagir quando a linha está parada.
Qual a importância da integração entre Operações, Engenharia e Soluções?
Wesley – Ela é absoluta. Operações não funciona isolada. Quando soluções, engenharia, supply chain, montagem e service trabalham de forma integrada, o projeto flui. Quando essa integração falha, o risco aumenta. A Pollux construiu um modelo em que as áreas se falam desde o início, por meio de processos bem estruturados de governança. Isso reduz retrabalho, evita surpresas e aumenta muito a taxa de sucesso das entregas.
Execução com foco no cliente e na qualidade
Como a área de Operações se relaciona com o cliente durante o projeto?
Wesley – A operação é a face mais visível da Pollux para o cliente durante a entrega. Estamos presentes no chão de fábrica, convivendo com as equipes do cliente, entendendo a rotina, as pressões e as expectativas. Essa proximidade cria confiança e permite ajustes rápidos quando necessário. O objetivo não é apenas instalar uma linha, mas garantir que ela opere conforme o esperado no dia a dia do cliente.
Como equilibrar velocidade de entrega com qualidade e segurança?
Wesley – Velocidade sem qualidade não é entrega, é risco. Por isso, seguimos padrões rigorosos de segurança, testes e validações. Cada equipamento passa por etapas de comissionamento, testes integrados e validações antes de entrar em produção. Esse cuidado é essencial para garantir robustez e confiabilidade, especialmente em ambientes industriais críticos.
Digitalização, dados e sustentabilidade na operação
Como dados e conectividade impactam a eficiência operacional?
Wesley – Dados são fundamentais para melhorar eficiência e reduzir falhas. Hoje, conseguimos monitorar equipamentos, identificar desvios de comportamento e antecipar manutenções. Isso reduz as paradas não planejadas e otimiza o uso de recursos. Para a operação, isso significa menos urgências, menos deslocamentos emergenciais e mais planejamento. Para o cliente, significa disponibilidade e performance.
A sustentabilidade também é uma preocupação da área de Operações?
Wesley – Sim. Sustentabilidade não está apenas no projeto, mas também na execução. Reduzir desperdícios, otimizar deslocamentos, planejar intervenções e escolher soluções mais eficientes impacta diretamente o custo e a pegada ambiental do projeto. Quando conseguimos prever falhas e planejar manutenções, evitamos viagens emergenciais, retrabalho e consumo desnecessário de recursos.
Pessoas, times e cultura de entrega
Que tipo de perfil profissional faz diferença na área de Operações da Pollux?
Wesley – Trabalhamos com projetos únicos, em ambientes desafiadores. Isso exige profissionais com capacidade técnica, mas também com resiliência, colaboração e senso de responsabilidade. A pessoa precisa entender que uma decisão tomada hoje pode impactar o cliente amanhã. Ter visão sistêmica, saber trabalhar sob pressão e colaborar com diferentes áreas é essencial.
Apr endizados e visão de futuro
O que a experiência em Operações revela sobre o futuro da automação industrial?
Wesley – Revela que automação não é apenas tecnologia, é execução. As soluções estão cada vez mais sofisticadas, integradas e digitais, mas só geram valor quando funcionam de forma confiável no dia a dia do cliente. O futuro passa por operações mais conectadas, preditivas e inteligentes, mas sempre com foco em entregar resultados reais.
O que define uma entrega bem-sucedida na Pollux?
Wesley – Quando a solução entra em operação, atinge os indicadores esperados e o cliente confia que pode escalar, adaptar e evoluir aquela linha no futuro. Entrega bem-sucedida é aquela que resolve o problema do cliente hoje e abre caminho para os próximos passos.
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Sobre a Pollux
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