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Agentes autônomos e robôs industriais: o que muda no chão de fábrica até 2035?

A próxima década marcará uma das transformações mais profundas da história da manufatura. Se os últimos anos consolidaram a automação como pilar estratégico para a produtividade, eficiência e qualidade, agora o setor industrial entra na era das equipes híbridas, onde humanos, agentes  autônomos e robôs industriais trabalham de forma coordenada, redefinindo processos, funções e modelos de operação.

O relatório internacional “Agents, Robots and Us – Skill Partnerships in the Age of AI”, da McKinsey Global Institute, acabou de ser divulgado e aponta: até 2035, a manufatura será radicalmente moldada pela combinação de robótica avançada, agentes autônomos, IA generativa, sensores inteligentes, digital twins e infraestrutura conectada.

Nesse contexto, o papel das pessoas não desaparece, mas se transforma. A tecnologia não substitui o humano, ela expande suas capacidades, amplia sua tomada de decisão e libera tempo para trabalhos de maior valor agregado. Os agentes autônomos (sistemas de IA capazes de executar tarefas, tomar decisões e agir no ambiente físico) deixarão de ser piloto de inovação e se tornarão parte do cotidiano da manufatura. Eles serão responsáveis por:

  • Orquestrar linhas de produção, ativando e ajustando células robotizadas em tempo real;
  • Executar diagnósticos automáticos, identificando desvios de processo e sugerindo correções;
  • Gerenciar logística interna, integrando AMRs, sensores e sistemas de abastecimento;
  • Interagir com gêmeos digitais, testando cenários antes da execução;
  • Aprender com dados históricos, aprimorando continuamente o desempenho operacional.

Essa inteligência operacional, combinada a robôs industriais cada vez mais adaptativos e colaborativos, inaugura um novo paradigma de fábricas conectadas, ágeis e resilientes.

Humanos, agentes  autônomos e robôs industriais em equipes híbridas

O relatório reforça que o futuro não será conduzido apenas por máquinas. O modelo dominante será o das equipes híbridas, em que:

  • Robôs executam tarefas repetitivas, perigosas ou de precisão extrema;
  • Agentes de IA coordenam fluxos, aprendem com dados e antecipam problemas;
  • Pessoas supervisionam sistemas, tomam decisões críticas, interpretam contextos e resolvem exceções.

Esse novo arranjo amplia a produtividade e a segurança, mas também exige novas formas de organização do trabalho, com operações mais distribuídas, papéis mais fluidos e processos redesenhados para maior autonomia de máquinas e maior inteligência humana. Para muitas empresas, essa será a maior mudança cultural da década.

Skill Partnerships: o modelo de qualificação da próxima década

Com equipes híbridas, o desafio não é apenas tecnológico, mas principalmente humano. O relatório propõe um conceito central para a manufatura até 2035: Skill Partnerships. Esses acordos envolvem: indústrias + universidades + empresas de tecnologia + governos, com o objetivo de:

  • formar trabalhadores com fluência em tecnologias digitais e robóticas;
  • requalificar profissionais impactados por automação;
  • criar trilhas rápidas de aprendizado baseadas em prática e simulação;
  • conectar formação técnica às necessidades reais do chão de fábrica.

A estratégia reconhece que nenhum setor, sozinho, conseguirá suprir a demanda crescente por competências industriais avançadas. Para empresas, Skill Partnerships deixam de ser iniciativa e tornam-se infraestrutura de competitividade.

As habilidades mais importantes na era da automação inteligente

Se a automação muda o que fazemos, ela também muda o que precisamos saber. O relatório destaca quatro grandes famílias de competências essenciais até 2035:

1. Habilidades técnicas

  • Operação e supervisão de sistemas autônomos
  • Interação com agentes e IA generativa
  • Interpretação de dados e tomada de decisão baseada em análise
  • Noções de programação aplicada e lógica digital

2. Habilidades humanas

  • Pensamento crítico
  • Resolução de problemas complexos
  • Criatividade para redesenhar processos
  • Decisão em cenários ambíguos

3. Habilidades sociais

  • Comunicação em ambientes de alta automação
  • Colaboração entre equipes multidisciplinares
  • Gestão de mudanças

4. Habilidades híbridas

  • Capacidade de combinar julgamento humano com insights produzidos por sistemas autônomos.

Para a indústria, isso significa que a formação profissional precisa se tornar contínua, modular e conectada ao ritmo acelerado de evolução tecnológica.

O impacto direto no chão de fábrica

Até 2035, veremos algumas transformações concretas:

1. Supervisores de sistemas autônomos substituirão operadores tradicionais
O foco será interpretar dados, coordenar robôs e entender desvios de performance.

2. Modelos físicos serão validados primeiro no digital
O uso de gêmeos digitais reduzirá comissionamento, tempo de parada e custos de integração.

3. A logística interna será amplamente automatizada
AMRs, sensores e agentes autônomos substituem rotinas de transporte manual.

4. Rotinas de inspeção serão 100% assistidas por visão computacional e IA
Erros serão detectados antes de impactar a qualidade final.

5. A tomada de decisão será cada vez mais orientada por dados
Sistemas inteligentes vão sugerir ajustes de processo, predição de falhas e otimizações dinâmicas.

Segundo o estudo, a automação deixa de ser elemento pontual e passa a ser arquitetura central de produção. A Pollux sempre acreditou que a automação não é apenas tecnologia, é transformação real dentro das fábricas. Se a automação passa a ser arquitetura central das operações, isso só reforça nosso propósito, de transformar complexidade em valor, integrar pessoas e máquinas de forma inteligente e entregar soluções que realmente mudam a forma como a indústria produz.

Recomendações práticas para empresas industriais (segundo o relatório)

O relatório apresenta uma série de orientações estratégicas, especialmente valiosas para empresas que querem atuar na fronteira tecnológica da próxima década:

1. Redesenhar processos para integrar humanos, robôs e IA
A fábrica não pode continuar organizada para fluxos “manuais”. É preciso repensar layout, responsabilidades, sistemas e métricas.

2. Investir em tecnologias habilitadoras
-Robótica avançada
-Gêmeos digitais
-IA generativa e agentes autônomos
-Visão computacional
-Infraestrutura de conectividade (IIoT, edge, 5G privado)

3. Criar programas permanentes de qualificação
Treinamentos pontuais não sustentam a complexidade crescente. O futuro exige aprendizado contínuo, atualizado e conectado à operação.

4. Aumentar a interoperabilidade entre sistemas
Linhas híbridas precisam de dados fluindo com velocidade e qualidade.

5. Começar pequeno, mas começar agora
Projetos-piloto com KPIs claros aceleram a maturidade digital e reduzem o risco.

O que a próxima década promete para a manufatura

Se os últimos 20 anos foram marcados pela automação mecânica e eletrônica, os próximos dez serão guiados por inteligência, autonomia e colaboração entre humanos e máquinas. O relatório reforça que, até 2035, a indústria que prosperará será aquela capaz de:

  • adotar tecnologias avançadas com propósito,
  • preparar pessoas para operar sistemas autônomos,
  • extrair valor real de dados,
  • construir fábricas resilientes, conectadas e flexíveis,
  • criar ambientes onde humanos e máquinas se complementam.

A Pollux acompanha essa evolução desde seu nascimento, há quase 30 anos, com a missão de tornar a Indústria 4.0 uma realidade prática, eficiente e sustentável. A era das equipes híbridas em que humanos, agentes autônomos e robôs industriais trabalham juntos já começou e estamos apenas vendo o início das oportunidades que ela desbloqueia para a manufatura no Brasil e no mundo.

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Para acompanhar as transformações que estão moldando o futuro da indústria, continue lendo o nosso blog e fique por dentro das novidades.

Sobre a Pollux

Pollux Automation, fundada em 1996, é uma multinacional brasileira com mais de mil projetos de automação e Indústria 4.0 nas Américas. Entregamos soluções turnkey que integram robótica, visão, IA, gêmeos digitais, software e AMRs para aumentar produtividade e eficiência. Reconhecida por Endeavor, EY, CNI, GPTW e premiada pela Finep, a empresa tornou-se independente novamente em setembro de 2025, mantendo parceria estratégica com a Accenture.