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Governança que sustenta a inovação: a engenharia financeira por trás da competitividade da Pollux

Em um mercado industrial cada vez mais complexo e competitivo, tecnologia e engenharia são fundamentais, mas não suficientes. Para que soluções avançadas de automação cheguem às fábricas com previsibilidade, escala e sustentabilidade, é necessário um modelo de gestão capaz de integrar estratégia, governança e eficiência operacional.

Na Pollux,  essa engrenagem depende de uma estrutura administrativa e financeira que conecta planejamento, cadeia de fornecedores e gestão de riscos à estratégia de crescimento da empresa. Em um momento de novo ciclo estratégico para a companhia, fortalecer governança e previsibilidade tornou-se parte central da construção de competitividade.

Nesta entrevista, Peterson Nakashima, diretor administrativo-financeiro da Pollux, explica como práticas de governança corporativa, gestão estratégica de fornecedores e disciplina financeira sustentam a capacidade da empresa de inovar e executar projetos industriais complexos em diferentes setores da economia.

Com trajetória consolidada em grandes empresas de diferentes segmentos, no Brasil e em operações globais, Peterson lidera hoje áreas como finanças, controladoria, compras, logística, recursos humanos e segurança do trabalho na Pollux, conectando gestão, pessoas e estratégia para apoiar o crescimento sustentável da companhia.

Entrevista | Peterson Nakashima, diretor Administrativo  e Financeiro da Pollux

Que princípios de governança e transparência são essenciais para sustentar o crescimento de uma empresa de tecnologia industrial como a Pollux?

Governança, para nós, não é discurso, é prática diária. A Pollux opera com auditorias independentes conduzidas por empresas de renome e conta com apoio especializado  de diversas consultorias. Isso garante conformidade fiscal, tributária, contábil e ambiental dentro dos mais altos padrões de mercado. Estar auditado e sem ressalvas demonstra solidez e responsabilidade. Para clientes globais e grandes fornecedores, isso não é opcional, é pré-requisito. E para nós, é um diferencial competitivo que sustenta crescimento com segurança. Além da conformidade, a governança permite previsibilidade e confiança em projetos de alta complexidade e alto valor. Quando o cliente avalia um fornecedor estratégico, ele não olha apenas capacidade técnica, mas também solidez financeira, transparência e capacidade de sustentar contratos de longo prazo. É isso que garante perenidade.

Cadeia de fornecedores: qualidade e reputação caminham juntas

A Pollux integra tecnologias de diferentes origens e complexidades. Como é feita a curadoria dessa cadeia?

Trabalhamos com uma cadeia de fornecedores nacionais e internacionais. Cada novo parceiro passa por análise documental, validação de requisitos legais e avaliação de capacidade técnica. Não contratamos apenas pelo preço. Avaliamos aderência a normas, alvarás, escopo de atuação, qualificação e entrega. A área de compras, que representa cerca de 60% dos custos da companhia, tem papel estratégico na preservação da qualidade, da reputação e da sustentabilidade do negócio. Uma falha na cadeia impacta diretamente nossa imagem e a dos nossos clientes. Por isso, o controle é criterioso e contínuo. Qualquer ganho de eficiência nessa frente impacta diretamente margem, competitividade e valuation. A gestão da cadeia não é apenas operacional, é estratégica.

Como a Pollux tem incorporado melhores práticas de gestão ambiental?

A certificação ISO 14001, por exemplo, começou como requisito de clientes estratégicos, mas rapidamente percebemos que ela representava algo maior: posicionamento competitivo. Como já tínhamos uma grande adesão ao programa, tornamos parte da nossa estratégia. Temos metas claras de otimização de consumo de energia, água, resíduos e emissões. Passamos recentemente por auditorias, sem nenhum ponto crítico, o que demonstra maturidade do sistema de gestão ambiental. No mercado de empresas médias, esse nível de certificação é um diferencial importante. Grandes indústrias exigem isso e nós estamos preparados.

Previsibilidade financeira sem travar a inovação

Em projetos complexos e sob medida, como manter controle financeiro sem limitar inovação?

A previsibilidade começa no projeto. Hoje temos ferramentas que permitem acompanhar o fluxo financeiro, receita futura, impacto no caixa e rentabilidade de cada contrato de forma estruturada. Conseguimos enxergar cenários com antecedência, tomar decisões estratégicas e avaliar riscos antes que se tornem problemas. Quanto mais complexo e inovador o projeto, maior precisa ser a disciplina financeira. Essa maturidade é fundamental para sustentar o crescimento com responsabilidade.

Como a área financeira avalia investimentos em tecnologias emergentes ou projetos mais disruptivos?

Toda inovação precisa passar por um filtro de viabilidade econômica. Avaliamos não apenas o retorno direto do projeto, mas também ganhos indiretos como posicionamento estratégico, aprendizado tecnológico e fortalecimento da marca. Nem toda inovação gera retorno imediato, mas precisa gerar valor no médio e longo prazo. O papel da área financeira é ampliar a visão do negócio, equilibrando ousadia com responsabilidade.

Como gerenciar os riscos em projetos industriais de alto valor e longa duração?

Projetos industriais envolvem prazos longos, múltiplas tecnologias e variáveis externas como câmbio, prazos de fornecedores e condições contratuais. A gestão de risco começa ainda na fase de proposta, com análise de impacto financeiro, cenários de fluxo de caixa e identificação de pontos críticos. Trabalhamos com previsões estruturadas e fóruns internos de decisão que avaliam não apenas margem, mas também exposição financeira e impacto no caixa. O objetivo é evitar decisões impulsivas e garantir que cada projeto seja viável tecnicamente e financeiramente.

Eficiência com flexibilidade

Como equilibrar eficiência operacional com flexibilidade para atender demandas diversas?

Primeiro, pelas pessoas. A Pollux tem um time polivalente, com autonomia para tomar decisões rápidas e ajustadas ao contexto do projeto. Segundo pelo modelo de gestão. Trabalhamos com fóruns de decisão que avaliam impactos financeiros e operacionais antes da aprovação de contratos, garantindo alinhamento entre engenharia, operações e financeiro. Flexibilidade existe, mas sempre com risco calculado.

Como a gestão financeira enxerga o desafio de retenção e atração de talentos em um mercado aquecido?

A competitividade não está apenas na tecnologia, mas nas pessoas. O desafio é crescer mantendo eficiência estrutural e, ao mesmo tempo, ser atrativo para profissionais qualificados. Investir em automação interna e inteligência artificial ajuda a liberar o time de tarefas operacionais e direcioná-lo para atividades mais estratégicas, criando um ambiente onde as pessoas possam gerar mais valor.

A área financeira como advisor estratégico

Como a área administrativa-financeira apoia as demais diretorias?

Temos uma estrutura de Business Operations que funciona como um cockpit de dados financeiros e econômicos da companhia. Essa área atua como advisor das diretorias, apoiando decisões estratégicas, avaliação de projetos e análise de impacto no fluxo de caixa. Nenhum grande movimento acontece sem análise integrada. Engenharia, soluções e operações estão diretamente conectadas ao financeiro, porque cada decisão técnica tem consequência econômica.

Que mudanças você enxerga no papel do CFO e das áreas administrativas no futuro?

A digitalização também chegou à gestão. Estamos ampliando automação de processos e uso de inteligência artificial para ganhar eficiência. O desafio é manter crescimento com estrutura enxuta, utilizando tecnologia como alavanca. Isso exige reinvenção constante e desenvolvimento de competências mais analíticas e estratégicas. O CFO da indústria 4.0 deixa de ser apenas guardião de números e passa a ser um integrador de decisões, conectando estratégia, tecnologia e sustentabilidade financeira.

O que o setor financeiro pode aprender com a transformação digital industrial?

Que previsibilidade e dados são ativos estratégicos. Assim como no chão de fábrica buscamos eficiência, rastreabilidade e antecipação de falhas, na gestão financeira precisamos antecipar riscos, otimizar recursos e tomar decisões baseadas em informação estruturada. Indústria 4.0 não é só tecnologia embarcada em máquinas. É também maturidade de gestão.

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Sobre a Pollux

A Pollux Automation, fundada em 1996, é uma multinacional brasileira com mais de mil projetos de automação e Indústria 4.0 nas Américas. Entregamos soluções turnkey que integram robótica, visão, IA, gêmeos digitais, software e AMRs para aumentar produtividade e eficiência. Reconhecida por Endeavor, EY, CNI, GPTW e premiada pela Finep, a empresa tornou-se independente novamente em setembro de 2025, mantendo parceria estratégica com a Accenture.