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10 tendências tecnológicas que vão transformar o futuro da indústria

Todos os anos, a Future Today Strategy Group (FTSG) – organização internacional de pesquisa em inovação e estratégia – lança um dos relatórios mais abrangentes sobre o futuro da tecnologia e seus impactos nos negócios. Em sua 18ª edição, o “Tech Trends Report 2025” apresenta mais de mil páginas de análises sobre os vetores de mudança que estão redefinindo a economia, os negócios e o modo como a humanidade interage com as máquinas.

O relatório destaca uma ideia central: o mundo entrou na era da “inteligência viva” (Living Intelligence), em que sistemas tecnológicos começam a aprender, adaptar-se e evoluir como organismos vivos. A convergência entre IA, sensores avançados e biotecnologia não é apenas uma nova tendência, mas o início de uma transformação estrutural que redefine o que significa produzir, inovar e competir.

Para o setor industrial, esse cenário representa uma mudança de paradigma: de fábricas automatizadas para fábricas adaptativas, capazes de perceber o ambiente, ajustar variáveis em tempo real e aprender com os próprios dados.

A seguir, a Pollux reúne um panorama das dez grandes tendências destacadas pelo relatório e de como elas já estão pavimentando o caminho para o futuro da indústria.

1-Living Intelligence: a era dos sistemas que aprendem

A fusão entre inteligência artificial, sensores e biotecnologia está criando sistemas que não apenas processam dados, mas percebem o ambiente e reagem a ele. Essa “inteligência viva” permitirá que máquinas e processos industriais evoluam continuamente, tornando-se mais eficientes e autônomos, representando um passo além da automação tradicional.

O relatório aponta que essa convergência já impulsiona desde a medicina de precisão até a manufatura avançada e que empresas que compreenderem o poder dessa integração sairão na frente. “Estamos construindo sistemas que reprogramam a biologia, remodelam a matéria em nível atômico e processam informação de formas que desafiam a física clássica”, resume Amy Webb, CEO da FTSG.

2-Large Action Models: da linguagem à execução

Depois dos modelos de linguagem (como o ChatGPT), surgem os modelos de ação (Large Action Models), sistemas que aprendem com comportamentos humanos e decisões complexas e não apenas com dados e palavras.

Enquanto os LLMs (como o GPT) compreendem o que dizemos, os LAMs aprendem o que fazemos: observam padrões de decisão, preveem próximos passos e executam tarefas autônomas. Na indústria, essa tecnologia permitirá linhas de produção que tomam decisões sozinhas, robôs que aprendem por demonstração e sistemas que negociam rotas de logística de forma dinâmica.

3-Robótica inteligente: máquinas que se adaptam

A robótica está finalmente saindo dos ambientes controlados e entrando em espaços complexos e dinâmicos. Combinando IA, sensores e computação de borda, os novos robôs são capazes de operar em tempo real, perceber variações e aprender com a experiência.

Segundo a FTSG, a convergência tecnológica está reduzindo custos e abrindo caminho para aplicações em setores antes considerados inviáveis, da construção civil à saúde. Essa robótica adaptativa também redefine o papel humano: operadores passam a atuar como supervisores e estrategistas, em uma relação mais colaborativa, com máquinas que trabalham lado a lado com pessoas.

4-Agentic AI: inteligência com vontade própria

O relatório apresenta uma nova fase da IA: os sistemas agentes, capazes de definir metas, planejar e executar estratégias sem depender de comandos diretos. Essas IAs “autônomas” prometem orquestrar processos inteiros, otimizando cadeias produtivas, manutenção e alocação de recursos.

Até 2030, conforme o estudo, elas devem assumir decisões complexas em logística, energia e manufatura, enquanto os humanos passam a supervisionar parâmetros éticos e estratégicos.

5-Metamateriais: a engenharia de propriedades impossíveis

Projetados em escala nanométrica, os metamateriais permitem manipular luz, calor e som de maneiras inéditas. Eles viabilizam estruturas ultraleves, autorreparáveis e energeticamente eficientes, transformando setores como construção, telecomunicações e transporte.

A FTSG aponta que a aplicação industrial desses materiais — acelerada pela IA e pela simulação digital — criará fábricas mais sustentáveis e resilientes, além de reduzir drasticamente os custos energéticos.

6-Alianças improváveis: a era da coopetição

A corrida pela computação e pela energia necessárias à IA está levando gigantes da tecnologia a formar parcerias com antigos concorrentes. Esse movimento de “coopetição” (colaboração entre competidores) está redesenhando cadeias de valor inteiras.

O relatório cita que Amazon, Google, Microsoft e Anthropic têm investido bilhões em infraestrutura compartilhada e que essa dinâmica deve chegar a todos os setores, incluindo a indústria, que passará a operar em ecossistemas colaborativos em vez de modelos isolados.

7-Climate Innovation: tecnologia contra a crise climática

A inovação climática deixa de ser nicho e passa a ser imperativo estratégico. Eventos extremos e pressão regulatória estão acelerando a adoção de tecnologias de resiliência climática, como IA para previsão de desastres, biotecnologia para agricultura regenerativa e sensores para monitoramento ambiental.

Para o setor industrial, a transição significa incorporar sustentabilidade ao núcleo da operação, produzindo mais com menos energia e menos carbono.

8-Nuclear: a energia do futuro é modular

Com o crescimento exponencial da IA e da computação, a energia se torna o novo petróleo. A FTSG mostra que grandes empresas estão investindo diretamente em pequenos reatores modulares nucleares (SMRs) — estruturas compactas, seguras e de rápida instalação. Esses reatores permitirão autossuficiência energética e neutralidade de carbono, transformando o modelo de fornecimento para data centers e parques industriais.

9-Quantum computing: a virada real

Após décadas de promessa, a computação quântica chega a um ponto de inflexão. Avanços em correção de erros e integração híbrida com sistemas clássicos tornam a tecnologia aplicável a problemas reais, de simulações químicas à otimização de cadeias logísticas. Na indústria, o impacto será direto: processos de produção, energia e design de materiais poderão ser otimizados com uma velocidade sem precedentes.

10-A economia cislunar: o próximo território produtivo

O espaço entre a Terra e a Lua está se tornando o novo eixo econômico global. Com a descoberta de água e minerais raros, somada à capacidade de fabricar em microgravidade, abre-se uma nova fronteira industrial, a chamada economia cislunar. Segundo a FTSG, esse ecossistema pode movimentar mais de 100 bilhões de dólares até 2035, criando cadeias logísticas espaciais e novas oportunidades em setores como energia, comunicação e manufatura avançada.

A convergência como força-motriz

A mensagem mais importante do Tech Trends Report 2025 é que nenhuma dessas tendências atua isoladamente. A verdadeira transformação acontece na intersecção entre tecnologias, quando a inteligência artificial se combina com sensores, biologia, robótica e novas fontes de energia.

Essa convergência define a chamada Living Intelligence e inaugura uma nova era da indústria: um ecossistema autônomo, conectado e sustentável, em que a inovação não é mais um projeto e sim uma condição permanente. “O futuro não precisa ser previsto. Ele precisa ser bem decidido no presente”, conclui Amy Webb, CEO da FTSG.

Para acompanhar as transformações que estão moldando o futuro da indústria continue lendo o nosso blog e fique por dentro das novidades.

Sobre a Pollux

A Pollux Automation, fundada em 1996, é uma multinacional brasileira com mais de mil projetos de automação e Indústria 4.0 nas Américas. Entregamos soluções turnkey que integram robótica, visão, IA, gêmeos digitais, software e AMRs para aumentar produtividade e eficiência. Reconhecida por Endeavor, EY, CNI, GPTW e premiada pela Finep, a empresa tornou-se independente novamente em setembro de 2025, mantendo parceria estratégica com a Accenture.