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Engenharia é o coração da Pollux: método, integração e inovação aplicada

A engenharia sempre foi o ponto de partida da Pollux e continua sendo o principal motor da sua capacidade de transformar desafios industriais complexos em soluções reais, robustas e escaláveis. É a partir da engenharia que tecnologia, método e inovação aplicada se conectam para dar forma a projetos que impactam diretamente a produtividade, a eficiência e a competitividade da indústria.

Nesta entrevista, conversamos com André Zanatta, diretor de Engenharia da Pollux, sobre o papel estratégico da engenharia no processo de inovação da empresa, a importância da integração entre diferentes disciplinas, os desafios de projetos altamente customizados e as competências necessárias para os engenheiros do presente e do futuro.

Engenheiro mecânico e doutor pelo ITA, Zanatta iniciou sua trajetória na Pollux como projetista de máquinas e hoje lidera equipes responsáveis por soluções de alta complexidade em robótica e automação industrial. Ao longo da carreira, acumulou experiência como pesquisador no CCM-ITA e no Fraunhofer IPK, em Berlim, além de atuar como Diretor de Inovação nos Institutos Senai e como vice-presidente da Associação Brasileira de Internet Industrial.

Essa combinação de vivência acadêmica, visão sistêmica e prática industrial se reflete na forma como a engenharia da Pollux opera: com criatividade, mas sobretudo com método, integração e foco em resultados no mundo real.

Entrevista | André Zanatta, diretor de Engenharia da Pollux

Qual é o papel da engenharia no processo de inovação da Pollux e como ela se conecta às demais áreas da empresa?

Zanatta – A engenharia é o coração da Pollux. É nela que tudo começa. Nosso papel é entender profundamente a demanda do cliente, traduzir requisitos, que muitas vezes ainda não estão completamente claros, em soluções técnicas viáveis e conectadas com tecnologias de mercado. A partir disso, desenvolvemos ou adaptamos complementos, acessórios e arquiteturas para que soluções existentes consigam atender às necessidades específicas de cada projeto. A engenharia mecânica é um dos pilares principais, porque é nela que o conceito da solução nasce e onde acontece praticamente toda a modelagem física. Quando essa etapa é bem feita, o potencial de sucesso do projeto é muito maior. Em seguida, entram elétrica, automação e controle, todas igualmente essenciais. Não existe hierarquia entre elas, o que existe é integração.

Integração entre áreas: mecânica, elétrica, software e industrial

Como a integração entre mecânica, elétrica, software e industrial molda uma nova geração de fábricas inteligentes?

Zanatta – A Pollux trabalha com quatro engenharias que precisam conversar o tempo todo. Uma decisão tomada na mecânica impacta elétrica, automação, software, industrial responsável pela instalação e montagem e, lá na frente, a operação do cliente. Por isso, o engenheiro aqui precisa ter uma visão sistêmica. Ele não projeta apenas uma peça no CAD; ele precisa entender como aquela decisão vai se comportar no mundo real, como será fabricada, montada, operada e mantida. Essa integração constante é o que permite desenvolver soluções robustas, confiáveis e flexíveis, especialmente em projetos customizados, que são a essência da Pollux.

O desafio de traduzir requisitos do cliente

Qual é hoje o principal desafio da engenharia em projetos industriais complexos?

Zanatta – Um dos maiores desafios é definir corretamente os requisitos do cliente. Muitas vezes, o produto que será montado ainda está em desenvolvimento, e nós já estamos projetando a máquina que vai produzi-lo. Traduzir requisitos incompletos em soluções técnicas exige proximidade constante com o cliente, validações frequentes, design reviews e muita conversa. Internamente, outro grande desafio é conectar pessoas e competências. Cada engenharia enxerga o problema por um ângulo diferente, e o sucesso do projeto depende da capacidade de integrar essas visões e entender que uma decisão tomada hoje reverbera lá na frente.

Como a Pollux garante inovação contínua em um ambiente de alta complexidade técnica?

Zanatta – Nos últimos anos, reorganizamos a engenharia por áreas de especialização, que chamamos de capabilities. Criamos grupos responsáveis por temas específicos, como robótica, simulação, transportadores, sistemas de montagem, inspeção, automação e segurança. Esses times acompanham o mercado, fornecedores, novas tecnologias e criam padrões e aceleradores para os projetos. Essas capabilities fazem a ponte entre a engenharia de soluções (proposta) e a engenharia de delivery (execução), garantindo que aquilo que é vendido seja tecnicamente viável, competitivo e bem executado.

Inovação: nem sempre criar algo novo

Inovação é sempre criar algo inédito?

Zanatta – Nem sempre. Às vezes, inovação para o cliente é aplicar corretamente algo que já existe no mercado ou aprimora-lo. Em outros casos, o cliente traz um desafio que nunca foi resolvido antes, e aí sim entramos em desenvolvimento de uma prova de conceito, mock-ups e testes até validar a solução. A Pollux sabe trabalhar nos dois cenários. Temos método para repetir o que já funciona bem e capacidade criativa para desenvolver algo totalmente novo quando necessário.

Manutenção preditiva e uso de dados

A manutenção preditiva baseada em dados já é uma realidade na indústria?

Zanatta – Sim, ela já é realidade em muitos contextos. Hoje existem plataformas que conectam sensores, monitoram vibração, temperatura e outros parâmetros e conseguem prever falhas antes que elas aconteçam. Isso facilita muito a vida da engenharia e do cliente, porque atuar de forma preditiva é sempre melhor do que agir corretivamente. Essas soluções normalmente entram como um atributo adicional no projeto. O cliente decide se quer ou não incorporar, mas os ganhos são claros: menos paradas, menos deslocamentos emergenciais e mais eficiência operacional.

Sustentabilidade integrada à engenharia

Como a sustentabilidade entra nos projetos de engenharia da Pollux?

Zanatta – A sustentabilidade aparece tanto por exigência dos clientes quanto pela escolha consciente de materiais, componentes e fornecedores. Trabalhamos com seleção de materiais mais eficientes, componentes com menor consumo energético e soluções que reduzem deslocamentos, desperdícios e intervenções emergenciais. Muitas inovações sustentáveis vêm da cadeia de fornecedores, e a engenharia da Pollux avalia e incorpora essas soluções sempre que fazem sentido técnico, econômico, ambiental e social.

Inovação com confiabilidade e padronização

Como equilibrar inovação, personalização e robustez nos projetos?

Zanatta – A Pollux sempre foi muito forte em projetos customizados, mas avançamos muito na criação de bases e padrões técnicos. Hoje temos padrões de subsistemas como estruturas, módulos para transportadores, blocos para tratamentos de ar, sistemas de proteção e segurança, blocos de programação e procedimentos operacionais padronizados. Isso reduz retrabalho, melhora qualidade, acelera entregas e dá previsibilidade de custo e prazo. A inovação entra quando há ganho real. O que já funciona bem vira padrão. Melhorias são avaliadas, validadas e, se aprovadas, passam a fazer parte do modelo para todos os projetos.

Por que a Pollux separa engenharia de soluções da engenharia de entrega?

Zanatta – São focos diferentes. A engenharia de soluções atua de forma mais macro, definindo a arquitetura da solução necessária para atender os requisitos, entendendo o problema do cliente e desenhando o conceito técnico. É um trabalho mais rápido, estratégico e feito por profissionais muito experientes. As capabilities entram para detalhar custos, componentes e viabilidade. Depois que a proposta é aceita, entra a engenharia de delivery, que detalha tudo no nível do parafuso, da arruela, do movimento exato de cada componente. Essa separação evita erros, reduz riscos e aumenta a assertividade do projeto.

Competências dos engenheiros do presente e do futuro

Quais competências são essenciais para os engenheiros da Pollux e para os profissionais que estão chegando ao mercado?

Zanatta – A competência técnica é obrigatória: conhecer materiais, processos de fabricação e engenharia aplicada. Mas isso não basta. É fundamental ter curiosidade, visão sistêmica, capacidade de cocriar, abrir mão do ego e aceitar que a melhor solução pode vir do outro. Resolver problemas, identificar causa raiz, lidar com pressão e trabalhar de forma colaborativa são competências-chave. A Pollux não trabalha com produto pronto; cada projeto é novo. Isso exige mentalidade empreendedora e capacidade de adaptação constante.

O que diferencia a engenharia da Pollux no mercado?

Zanatta – A capacidade de integrar pessoas, tecnologias e métodos para resolver problemas reais. Temos inovação, mas com método. Temos criatividade, mas com responsabilidade. A engenharia da Pollux não cria soluções para o papel, cria soluções para funcionar no mundo real.

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Sobre a Pollux

Pollux Automation, fundada em 1996, é uma multinacional brasileira com mais de mil projetos de automação e Indústria 4.0 nas Américas. Entregamos soluções turnkey que integram robótica, visão, IA, gêmeos digitais, software e AMRs para aumentar produtividade e eficiência. Reconhecida por Endeavor, EY, CNI, GPTW e premiada pela Finep, a empresa tornou-se independente novamente em setembro de 2025, mantendo parceria estratégica com a Accenture.